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Recanto das letras

sábado, 21 de outubro de 2017

PARA SEMPRE!

Quebrei minhas regras e me entreguei,
Abaixei a guarda e me apaixonei,
Com olhos cegos que só a ti viam, te fitei,
Mesmo com eles secos, na noite te chorei...

Meu corpo, quase morto, se enrosca no teu,
Que inerte, junto ao meu permaneceu,                       
Meu coração infeliz, sentiu que te perdeu,
Quando teu olhar, afastou-se do meu...

Sei que é a última vez, tento dar–te um abraço,
Sinto tua rigidez, no leve carinho, que te faço,
Finges dormir, minhas lágrimas disfarço,
Lentamente saio e bato a porta, de nosso quarto...

Como entraste em minha vida, agora sais,
Sem a mínima cerimônia, de mim te vais,
Atrás de ti, ficam os ecos de meus ais,
E tristes dias, que serão... Para sempre, iguais...


    Lani (Zilani Celia)

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

PELAS ESTRADAS DO MUNDO!



O asfalto abre-se, a tua frente,
Brilha no fim da tarde, indiferente,
O vento interpõe-se, ao teu avanço,
E açoita-te, implacavelmente, o rosto...

Teus cabelos lançam-se, no vazio,
Como loucos, entrelaçam-se, fio a fio,
Entregam-se, ao frenesi, da velocidade,
E ao tempo, com pressa e intensidade...

Rasga o silêncio, o ronco forte do motor,
Potente, ela finge que geme, de dor,
O horizonte, com seu manto multicolorido,
Abre os braços e te recebe em seu abrigo...

Quando a noite cai, te envolve a solidão,
A seguras forte, ouves teu coração,
Teu corpo e a moto azul, por um segundo,
Fundem-se a correr... Pelas estradas do mundo...


   Lani (Zilani Celia)
            Parabenizo meu filho Alessandro, pela passagem de seu aniversário,
 escrevi este texto para homenageá-lo já que seu hob é sua moto azul e com 
ela viaja pelo mundo. Seja feliz  filho e que as estradas da vida estejam sempre 
abertas para te receber com um grande abraço. Bjs



sexta-feira, 22 de setembro de 2017

REMINISCÊNCIA!

O céu está cinza, cai a chuva lá fora,
À mente reporto, lembranças de outrora,
Revejo o momento, em que fui embora,
Era jovem, só queria, buscar minha história...

Pelo retrovisor, vi minha mãe, em pé na calçada,
Sua roupa molhada, em seu corpo colada,
Pareceu-me tão só, tão desamparada,
Em seu rosto sulcado, eu via, uma lágrima...

Acelerei, mesmo triste, fui saindo,
Certa de que o tempo, para tudo, é lenitivo,
Mesmo assim, toda a vez que ali, eu retornava,
A via sofrer, mas, ela nada me falava...

Hoje entendo, pois é meu, o filho que se vai,
É meu o coração, que de dor se abre, se esvai,
Sou eu agora, na porta de nossa casa...
E, como minha mãe, choro... Sozinha e calada...



     Lani (Zilani Celia)

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

FÉ!


Foi um tempo em que o sol não existia,
Era escuro, nenhuma flor, havia,
Não se via, para onde a estrada ia,
Nem tampouco, quem ficava ou quem seguia...

Lá, era o suspiro mais profundo que saía,
O relógio não parava, mais corria,
Mesmo grande, a esperança, se esvaia,
A reza, parecia, que Deus não a ouvia...

O rumo fora perdido, eu já sabia,
A dor doía forte, para quem a sentia,
A mão, era tão fraca, que do leito pendia,
Nos olhos, a lágrima parava, não mais corria...

Porém, um grito forte, meu peito quase explodia,
Minha fé se fortalecia, o milagre, acontecia,
A luz pela janela entrava em teu corpo incidia,
Um anjo te afagava o rosto... E para mim... Sorria...


   Lani ( Zilani Celia)

         Queridos amigos, estive fora da internet por bastante tempo,
pois estava com doença em minha família e como agora posso
tranquilamente lhes dizer que tudo passou, volto a visita-los, talvez
não como gostaria e sempre fiz, retribuindo as visitas rapidamente
mas, podem estar certos que irei a cada um, agradecer por não
haverem esquecido de mim.
         Um grande abraço de todo o coração.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

NATUREZA SILENTE!

 
A noite cai, a mata antes verdejante,
Cobre-se com um manto de estrelas, cintilante,
Abriga-se, do vento frio, congelante,
Que entre as árvores, corre livre, faz corrente...

No caminho escuro, que só a lua ilumina,
Desce o orvalho, em imaculada cortina,
O medo se instala, a mente delira,
A fera se amansa e lambe, a nova cria...

A flor se recolhe, em sua delicadeza,
Protege suas pétalas, de tão rara beleza,
A língua do inseto, insensível, a tortura,
Tentando arrancar-lhe, do seio, a seiva pura...

E quando tudo se faz único, silente,
Da terra surgem seres, brota a semente,
E o que parecia ser morto, de repente,
Enche-se de vida...  E nasce novamente...

    Lani (Zilani Celia)




terça-feira, 20 de junho de 2017

FRAGILIDADE!

 
Até ontem estavas ali, tão linda, oh, flor,
Transpiravas saúde, beleza e cor,
Hoje, ao passar te vejo, jogada ao chão,
Inerte, esquecida, tendo ao lado um botão...

Quando, este belo jardim, ainda enfeitavas,
Mãos, em tua direção iam, inocente pensavas,
Que a intenção seria, somente, acarinhar-te,
Jamais, extirpar-te a vida, sem dó nem piedade...

Resististe bravamente, ao frio que te congelava,
A noite, pelo vento forte, foste fustigada,
Tuas pétalas pendem, a imagem, me é dolorosa,
E, de meus olhos corre, uma furtiva, lágrima...

Ao ver-te assim, tão bela, no estertor da morte,
Sei, que se esvai de ti, a pouca vida que tiveste,
Recosto-te em meu peito, tentando aquecer-te,
Mas, é tarde e só um carinho... Posso fazer-te...


    Lani ( Zilani Celia)

segunda-feira, 5 de junho de 2017

VÁ EMBORA SAUDADE!

Toda vez que de mim se aproxima,
O faz sorrateira,
É dor sem fim, meu corpo castiga,
Me destrói por inteira...

Em meus sonhos, sem dó sapateia,
De meu sofrer, ri zombeteira,
Meus olhos fecha, maldita, cegueira,
Que me condena a ser, de ti, prisioneira...

Tento fugir, de seu jugo covarde,
Fingida, meu sofrer pranteia,
Me deixo abater, já é muito tarde,
É minha algoz e triste parceira...

Quando anoitece, sem dó me tortura,
É madrugada, ela ainda em mim continua,
Minhas lágrimas correm, se perdem na rua,
Vá embora saudade, deixa-me aqui... Só, com a lua...


     Lani (Zilani Celia)